Repulsion



O filme Repulsa ao Sexo (1965) dirigido por Roman Polanski nos revela a evolução psicopatológica de uma jovem sexualmente reprimida. Carol Ledoux, uma bela manicure em Londres, divide um  apartamento com a irmã com quem mantém uma relação de dependência. A irmã tem um caso com um homem casado e Carol vê seu espaço invadido à medida que os itens de higiene pessoal do  namorado da irmã são guardados em seu copo no banheiro e por vezes acorda à noite devido ao barulho de suas relações sexuais. 

A angústia da separação pela iminente viagem da irmã somada ao assédio dos homens parecem ser fatores desencadeantes do seu colapso. Qualquer referência ao sexo oposto é suficiente para a incomodar. Podemos acompanhar a piora do seu compotamento alheio e infantil, do roer as unhas, o desgrenhar dos cabelos e o surgimento de tiques e alucinações com rachaduras (uma alusão à cisão de sua realidade?) e estupros. Carol se fecha no espaço do apartamento e assim como o coelho apodrece num prato na sala escura observamos a sua personalidade se desintegrar a cada badalar dos sinos.

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